No coração de Veenendaal, onde a tradição encontra o moderno, surge uma joia arquitetônica projetada pela aclamada MVRDV em colaboração com a inovadora Buro Happold. O novo Teatro Lampegiet, destinado a substituir seu antecessor de 1988, foi aprovado pelo Conselho da Cidade de Veenendaal e está prestes a iniciar sua construção em 2027, com uma conclusão prevista para 2029. Esta edificação não é apenas um espaço de performances culturais, mas uma homenagem à própria identidade histórica da cidade.
Pensado como um marco cultural contemporâneo, o teatro apresenta uma composição compacta de volumes múltiplos, envoltos por uma fachada cerâmica porosa. Esta escolha estética permite que o edifício se torne um farol urbano iluminado, evocando a imagem de lanternas que brilham na noite, uma referência poética ao festival Lampegietersavond, do qual o teatro toma seu nome. Neste festival, as crianças desfilam pela cidade, carregando lanternas que iluminam as ruas, ecoando a função do teatro como um ponto de luz e cultura.
A edificação atual, embora rica em significado cultural, tornou-se inadequada para os padrões contemporâneos, desencadeando a necessidade de um espaço que não só cumpra com as exigências atuais de sustentabilidade, mas que também possa acomodar uma diversidade de manifestações artísticas, incluindo shows de música pop e exibições cinematográficas. Situado no distrito de Duivenweide, o Teatro Lampegiet é a pedra angular de um plano de reurbanização mais amplo, que inclui a criação de um novo parque urbano, áreas para eventos, estacionamentos e edifícios residenciais.
Projetado para conectar o futuro parque a uma das principais ruas de Veenendaal, o teatro ativa a praça através de suas grandes fachadas transparentes do foyer. A proposta da MVRDV organiza o programa em seis volumes distintos, cada um com uma função específica: três auditórios, sendo um com 700 lugares, outro com 200 e um terceiro com 100 lugares, este último destinado ao uso pelo Filmhuis Veenendaal. Estes volumes, empilhados e combinados em uma única estrutura, suavizam a percepção da massa do edifício, harmonizando-se com a escala do tecido urbano circundante.
Os visitantes são convidados a adentrar o teatro pela esquina da praça, onde um foyer central de três andares se revela como o principal espaço público. Este ambiente, que inclui um café com acesso a um terraço ao ar livre, proporciona uma experiência de acolhimento e convívio. Um foyer secundário oferece acesso ao auditório multifuncional, enquanto o cinema flexível, localizado no primeiro andar, oferece vistas para a praça e para a antiga igreja de Veenendaal.
A fachada, uma composição de tijolos e vidro extensivo, é adornada por telas cerâmicas que curvam e dobram ao longo do exterior. Estes elementos evocam tanto as cortinas teatrais quanto a rica história de produção têxtil da cidade, criando um diálogo entre o passado e o presente. À noite, as superfícies cerâmicas perfuradas permitem que a luz se filtre para fora, lançando um brilho difuso sobre o espaço público circundante.
Soluções sustentáveis foram integradas ao projeto em colaboração com a Buro Happold. O edifício incorpora painéis fotovoltaicos, um sistema de bomba de calor e instalações energeticamente eficientes. Vasos de plantas são distribuídos ao longo do projeto, enquanto árvores existentes, identificadas como valiosas pela municipalidade, são preservadas. Medidas adicionais para apoiar a biodiversidade local incluem caixas de nidificação para aves e morcegos. O layout interior foi concebido com flexibilidade em mente, permitindo que os espaços se adaptem a necessidades futuras e sustentem o uso prolongado do edifício.
Em um panorama cultural mais amplo, notícias relacionadas à arquitetura cultural revelam que Snøhetta lançou novas imagens de sua proposta vencedora para a Ópera de Düsseldorf. Enquanto isso, o Renzo Piano Building Workshop, em colaboração com os arquitetos Betaplan de Atenas e o paisagista Camille Muller de Paris, iniciou a construção de um novo centro cultural em Piraeus, a cidade portuária de Atenas. Nos Estados Unidos, o Museu de Arte de Las Vegas, projetado pelo arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker, Francis Kéré, em colaboração com Skidmore, Owings & Merrill (SOM), está destinado a se tornar o primeiro museu de arte independente da cidade, com conclusão prevista para 2029.